
No Marrocos a gorjeta chama-se “bakchich” e faz parte do quotidiano. Não é obrigatória e não deve ser vista como imposição — é um gesto de reconhecimento por um serviço prestado. Saber quando e quanto dar evita constrangimentos dos dois lados.
Restaurantes e cafés
Em cafés e refeições simples, arredondar a conta é suficiente. Em restaurantes com serviço de mesa, cerca de 10% é o costume, salvo se a conta já indicar taxa de serviço.
Guias, motoristas e hotéis
Guias locais e motoristas-guia recebem gorjeta no fim do serviço ou do dia, num valor por grupo e não por pessoa. Em hotéis e riads, quem ajuda com as malas ou faz a limpeza recebe pequenas quantias em dinheiro.
No acampamento do deserto, a equipa costuma ser pequena — uma gorjeta única, entregue ao responsável para dividir, é a forma mais simples.
Dica: Tenha sempre notas pequenas e moedas à mão. A dificuldade mais comum não é decidir o valor, é não ter troco.
Quando não é preciso dar
Se alguém se ofereceu para o guiar sem que tenha pedido, não há obrigação de pagar. Nas fotografias a pessoas em locais muito turísticos — encantadores de serpentes, aguadeiros — combine o valor antes de fotografar, ou não fotografe.
Uma nota sobre valores
Os montantes habituais são modestos em euros, mas significativos em dirhams. Dar muito acima do costume não é generosidade neutra: distorce as expectativas para os viajantes seguintes. O bom senso local é o melhor guia.
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